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Cabecera de la serie O Sangue de Tharsis

Serie editorial

O Sangue de Tharsis

Série em andamento · Novas entregas a caminho

Serie de 4 libros

RunaFantasia Épica
por Tolmarher Autor
4,99 70 votos
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Sobre esta serie

O Sangue de Tharsis é uma saga de alta fantasia épica escura sobre uma civilização que ainda sangra por uma pátria afundada. Séculos atrás, Argantia, a ilha circular dos antigos atlantes, desapareceu sob o mar de Poniente. Seus sobreviventes levantaram em Tharsis cidades redondas, templos de prata e dólmenes de pedra viva, mas não conseguiram enterrar tudo aquilo que perderam.No arrabal da grande cidade, Arhan trabalha como herrero sem saber que leva no sangue uma herança capaz de quebrar reinos. Tem dezessete anos, um mechão prateado na sien e sonhos de uma espada vertical sob águas pretas. Quando o rei Arghas II morre, a corte se abre como uma ferida: o herdeiro legítimo é fraco, a rainha Khadissa move suas peças desde a sombra, os quenianos sorrim em primeira fila e as casas atlantes começam a contar espadas.Mas Arhan não sabe nada de tronos nem de deuses. Só sabe que dois homens de olhos frios chegaram ao arrabal perguntando por ele. Não são soldados. Não são ladrões. São assassinos de uma rainha que teme o sangue de um rapaz criado entre carvão, ferro e fumo.No centro do destino aguarda Kalibar, a espada de oricalco dos reis antigos. Uma espada que não concede poder sem preço: se se desenvaina, deve beber sangue; se não, bebe a vida de quem a empunha.O Sangue de Tharsis é a crônica de um bastardo perseguido, de uma coroa podre, de casas nobres que juram honra enquanto afiam facas, e de alguns deuses que talvez não são tão distintos das sombras que dizem combater. Em Tharsis, o sangue lembra, as pedras escutam e os mortos nem sempre descansam debaixo do mar.

Tolmarher
Tolmarher Autor
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Libros de esta serie

4 libros

Capa de O Buitre e o Bastardo
Livro 1

O Buitre e o Bastardo

4,6161 votos
Leitura on-line

O Buitre e o Bastardo abre a saga La Sangue de Tharsis com o nascimento de um presságio. No arrabal de Tharsis, longe dos mármores do palácio e dos juramentos podres da nobreza, Arhan vive como aprendiz de herrero sob a proteção de Orthon, o homem que o criou como um filho. Tem dezessete anos, mãos de fragua, olhar fechado e um mechão plateado na sien esquerda que ninguém soube explicar. Para ele, o mundo termina no yunque, no ferro candente e nas ruas onde os comuns sobrevivem sem perguntar demais pelos assuntos dos reis. Mas a morte de Arghas II sacou os alicerces de Tharsis. Enquanto o reino contém o fôlego e as casas nobres começam a contar espadas, rumores e bastardos, uma lua prateada se ergue sobre a cidade circular como se os velhos deuses tivessem voltado a olhar para os homens. Nos telhados do arrabal, um buitre leonado espera. Não grazna. Não voa. Só observa, como se já conhecesse o nome do morto que ainda não caiu. Quando os homens da Casa Khadur chegam ao bairro sob perguntando pelo herrero, Arhan compreende que algo se rompeu para sempre. Não são matões de tasca ou soldados com ordens vulgares: são assassinos de luva branca, enviados das sombras da corte para apagar um sangue que não devia sobreviver. Procuram um rapaz impossível, um bastardo secreto do rei morto, uma ameaça nascida antes que o novo trono possa se assentar. Orthon mente para protegê-lo. Arhan observa de longe. E, pela primeira vez, entende que a sua vida simples nunca foi sua. Enquanto Tharvan, filho legítimo de Arghas II, chega para uma coroa que pesa mais do que uma armadura molhada, a rainha Khadissa move suas peças com fria paciência. Atrás dela respiram os Khadur, Oriente, os altares escuros e uma ambição que não se contentarão com governar Tharsis: quer refazer. As casas atlantes callan, calculam ou tiemblam. As antigas linhagems lembram a queda de Argantia, embora já não saibam distinguir memória de maldição. No meio dessa intriga, Arhan continua sem conhecer a verdade de seu nascimento. Ignora que o seu sangue o condena e o eleva. Ignora que seu nome, ainda oculto, pode incendiar o reino. E ignora que em algum lugar do passado dorme Kalibar, a espada de oricalco chegada dos dias afundados de Argantia, uma relíquia viva que não perdoa quem a deseja demais. O Buitre e o Bastardo é a história de uma inocência quebrada, de uma coroa manchada antes de tocar uma frente e de um rapaz que começa a ser perseguido antes mesmo de saber quem é. Em Tharsis, o sangue não esquece. As pedras escutam. E quando o buitre espera sobre o telhado, é porque o destino já começou a comer.

Capa de A Noite do Fogo
Livro 2

A Noite do Fogo

4,8955 votos
Leitura on-line

A morte do rei Arghas II abriu uma fenda em Tharsis, e os homens da rainha já começaram a procurar os nomes que devem desaparecer. No arrabal, Orthon compreende tarde demais que o passado encontrou a porta de sua fragua. Dezenove anos atrás, uma noite de chuva, Hessur o Gris entregou-lhe um recém-nascido, uma bolsa de prata e uma única ordem: que a criança jamais soubesse de onde vinha. Orthon aceitou aquele destino alheio porque desejava um filho, e durante quase duas décadas aimou Arhan como sangue próprio, mesmo sabendo que algum dia a mentira poderia trazer facas para sua casa. Esse dia chega sob a forma de dois assassinos da Casa Khadur. A fragua arde durante a noite, Orthon e Meira caem no barro, Bras desaparece pelos telhados e Arhan, empurrado por uma fúria que não compreende, mata pela primeira vez com o martelo de seu pai. Não há glória nesse ato, só fumo, sangue, culpa e o colapso absoluto da vida que conhecia. Perdido entre as ruas de Tharsis, Arhan busca seu irmão sem encontrá-lo, perseguido pela lembrança de seus pais mortos e pelo rosto do homem que matou. Antes do amanhecer, no porto, encontra Hessur o Gris, o idoso que conhece seu nome, sua origem escondida e a razão pela qual os homens de Khadur continuarão a procurá-lo. Arhan não confia nele, não o perdoa e não quer ouvir promessas de destino nem de sangue. Quer vingança. Mas Hessur avisa que a vingança é precisamente a armadilha que seu s inimigos esperam. Sem casa, sem pais, sem saber se Bras vive ou morreu, Arhan abandona Tharsis pelas portas do norte junto ao homem cinza. Não o faz por fé nem por obediência, mas porque não lhe resta outro caminho. Atrás ficam a fragua, o fogo e a infância. Delante aguardam os dólmenes, a verdade do seu sangue e uma guerra que ainda não conhece seu nome.

Capa de O que a Pedra Lembra
Livro 3

O que a Pedra Lembra

4,9852 votos
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Arhan deixou para trás Tharsis, mas não o fogo. Após a morte de Orthon e Meira, o desaparecimento de Bras e a fuga dos homens de Khadur, o rapaz abandona as portas do norte junto a Hessur, sem confiar nele e sem aceitar ainda que sua vida pertence a uma trama muito mais antiga que seu próprio sangue. O caminho leva-o para as terras da Casa Naur, onde as cidades cheiram a pedra úmida, ferro frio e sacrifício velho. Ali, longe do ruído da capital, Arhan contempla pela primeira vez Tharsis de fora e descobre a forma circular de suas muralhas, reflexo de uma ferida mais antiga: Argantia, a ilha afundada dos atlantes, cuja queda continua batendo sob a memória de todos os povos do Ocidente. Entre colinas, nevoeiro e caminhos antigos do norte, Hessur leva Arhan até seu primeiro dolmen. O que ali ocorre não se parece aos relatos dos sacerdotes nem às fábulas do arrabal. Não há luzes gloriosas nem deuses a descer do céu. Apenas uma mão sobre a pedra, um pulso lento sob a terra e a certeza perturbadora de que algo muito antigo o reconhece. Nabrissa, cidade circular mais antiga e severa que Tharsis, Arhan conhece Velra Naur, matriarca de uma casa que não oferece ternura ou promessas. Velra não vê um rapaz quebrado pela dor, mas uma criatura valiosa, perigosa e talvez necessária. Enquanto Hessur e Velra negociam seu destino como se ele fosse uma peça sobre uma mesa de pedra, Arhan compreende que seu nome, seu sangue e seus sonhos podem atrair inimigos muito piores que os assassinos da noite do fogo. Mas Velra precisa saber mais. Sola no santuário dos dólmenes de Nabrissa, abre sua palma e entrega sangue à pedra para confirmar o que teme. A magia não é bela nem piedosa: exige custo, silêncio e obediência. O que a pedra lhe mostra a perturba o suficiente para cala-lo mesmo diante de Hessur. Arhan continua sem saber quem é. Mas as pedras começam a lembrar. E quando a pedra lembra, os homens prudentes aprendem a ter medo.

Capa de Preço
Livro 4

Preço

4,5046 votos
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Arhan já não pode fingir que sua vida pertence apenas à fragua. Após a morte de Orthon e Meira, o desaparecimento de Bras e sua fuga para o norte, Hessur el Gris revela a verdade que durante 19 anos foi enterrada sob silêncio: Arhan é filho bastardo do rei Arghas II. Não é um herdeiro reconhecido, nem um príncipe criado para governar, nem um herói disposto a reclamar uma coroa. É muito mais perigoso: um sangue fora de lugar, uma possibilidade política, uma ameaça viva para quem precisa que a sucessão de Tharsis permaneça limpa. Mas toda a verdade tem um preço. Nabrissa, sob o olhar severo de Velra Naur, Arhan aceita refúgio e treinamento. Em troca, você deve trabalhar no santuário dos dólmenes, assistir a ritos antigos e aprender que a pedra não é muda, que o sangue desperta memórias e que a magia dos velhos povos nunca concede nada sem se cobrar algo. Entre golpes, escudos, cinzas e sacrifícios, o filho do herrero começa a compreender que sobreviver não basta: se não aprender a olhar, outros olharão por ele; se não aprender a sustentar seu nome, outros o usarão como bandeira ou o enterrarão como ameaça. Enquanto isso, em Tharsis, o novo rei Tharvan tenta manter a Liga Atlante unida. Os Velkar exigem clareza sobre a sucessão e sobre Kalibar, a espada dos reis. Os Onhur calculam rotas e tratados. Os Ithara anunciam presságios inquietantes. Os Naur callan. Os Brenthos nem sequer frequentam. A Liga segue em pé, mas só em aparência: cada casa é uma faca esperando que outro se mova primeiro. E no coração dessa corte fracturada, Khadissa sorri. A rainha desce em segredo ao templo de Ashtara, escondido sob uma casa comercial queniano, e oferece seu próprio sangue para receber guia à noite. Sua fé não é uma máscara política: é real, fria e absoluta. Ali compreende que Arhan não deve ser atacado de frente. Primeiro, há que encontrar o Bras. Primeiro, temos de enfrentar as casas. Primeiro, Nabrissa é demasiado visível para que Velra seja forçada a mover a peça que protege. O Preço abre uma nova fase de La Sangue de Tharsis: a revelação do bastardo, o início de sua formação, a fratura da Liga Atlante e o despertar de forças religiosas que operam sob a história visível. Porque em Tharsis nada é recebido gratuitamente. Nem o sangue. Nem a verdade. Nem o destino.