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Livro

Arde Alexandria

Rainha do Egito · Livro 3

4,80 (51 votos) · 250 visitas Historical

Resumo

Arde Alexandria Terceira novela da série Rainha do Egito Cleópatra voltou ao Palácio Real de Alexandria, mas novamente não significa reinar. A corte segue partida entre César, Tolomeo XIII e os homens que governam na sombra. Pothinus conspira, Teodoto afila palavras, Achillas move tropas e o jovem rei continua sendo uma coroa manipulada por mãos alheias. No meio desse palácio cheio de portas fechadas, Cleópatra deve converter sua presença em poder antes de seus inimigos voltarem a expulsá-la, ou decidirem matá-la. Júlio César, preso em uma cidade que não controla de tudo, tenta impor ordem romana sobre uma corte egípcia feita de intriga, orgulho e veneno. Mas Cleópatra não aceita ser tratada como uma protegida ou como uma peça útil em seu tabuleiro. Na intimidade ritual de seus banhos, o enfrenta sem ceder nem um gesto de autoridade: meio nua, rodeada de vapor, óleos e sirvientas, obriga ao conquistador de Roma a negociar no terreno que ela domina. A sedução existe, mas não como rendição; é política, desafio e estratégia. A tensão estalha no porto. As tropas de César e as forças de Tolomeo chocam entre cais, naves, armazéns e ruas estreitas. Para impedir que a frota inimiga feche o porto, os romanos recorrem ao fogo. Mas Alexandria é feita de madeira, linho, óleo, brea e papiro. As chamas se estendem, atingem os depósitos ligados à Biblioteca e devoram milhares de rolos. Cleópatra chega a tiemp ou ver como faz parte da memória do mundo. Diante do incêndio, a aliança entre César e Cleópatra racha. Ela não lhe acusa apenas uma perda material, mas uma ferida contra o pensamento humano. Entre fumaça, cinzas e papiros carbonizados, César compreende que o Egito não é apenas um reino que pode administrar, usar ou submeter: é uma civilização capaz de acusá-lo desde suas ruínas. Enquanto a cidade ainda cheira a papiro queimado, a conspiração de Pothinus fica ao descoberto. O eunuco, que durante anos governou atrás de Tolomeo, tenta justificar seus atos invocando a lealdade ao Egito. Mas César já não está disposto a tolerar traições no interior do palácio. Na sala do trono, sob colunas imensas e frisos sagrados, Pothinus cai de joelhos sobre o mármore e recebe uma sentença tão breve quanto implacável. Arde Alexandria é a novela do fogo, a intriga e a primeira grande sangue política. Cleópatra se afirma como rainha dentro do palácio, César descobre que o Egito não pode ser reduzido a uma conquista mais, a Biblioteca arde como símbolo de uma perda irreparável e Pothinus morre sem que a guerra termine. Porque a sua execução não traz paz: abre um espaço sangrento desde que Cleópatra começa, finalmente, a governar.

palavras
18,926 palavras
Idioma
Espanhol
Tradução
Disponível ES / EN / PT
Classificação etária
Livre para todos os públicos
capítulos
3
Publicação
2026
Registo
2606106056897